



Bem, aconteceu...
oficialmente, meu tio faleceu às 7h desta manhã. Passei
a manhã no hospital, ajudei meu pai a lidar com o pessoal da funerária, e acabei
de chegar do cemitério, para almoçar e voltar para lá para o velório e o
enterro, que será às 17h30.
Talvez eu volte para falar do velório, quem sabe?
Algumas coisas dignas de nota já aconteceram, é só ver como estará meu estado de
espírito (e o de consciência - de vez em quando, eu tenho uma) até lá.
Valeu,
gente, pela força.
Escutando “Everything's Gonna Be Fine”, Gabe Lopez

E o Papa se foi...
Este, com certeza, é um momento de grande tristeza para o mundo. Afinal, podemos dizer que Karol Voytija foi o primeiro papa popstar da História da Igreja Católica. Nunca um Sumo Pontífice foi tão amado e esteve em tamanho contato com a comunidade cristã. E ele ainda foi além.
Não escondo de ninguém que tenho uma grande admiração por ele. Como estudei em um colégio católico, pude acompanhar "mais de perto" a trajetória dele, desde que me entendo por gente.
João Paulo II foi o Papa que mais foi atrás do público, que mais se aproximou da comunidade cristã e incentivou a aproximação dos cristãos com todos os povos, sempre respeitoso.
Sua coragem era algo marcante. Ele nunca teve medo de tocar em assuntos espinhosos como eutanásia, homossexualismo, abstinência sexual pré-marital ou reforma agrária, e sempre mostrou suas opiniões fortes sem medo. Embora não concorde com muita coisa que ele tenha dito, não posso deixar de admirar alguém que chegue perto do W.C. Burrush e lhe dê um elegante puxão de orelhas, dizendo que a guerra nunca leva a lugar algum - alguém se lembra do Iraque?
Seus discursos sempre eram direcionados à juventude, o "futuro do mundo". Temas espinhosos para um público ainda mais espinhoso, mas ele quase sempre tinha respostas a dar às dúvidas juvenis. E ainda enfrentou a maior debandada de católicos para outras religiões da História.
Sem falar na sua compaixão. O cara perdoou o homem que lhe deu um tiro! Digam-me: qual o ser humano capaz disso, hoje em dia? Posso dizer que não são muitos.
A sua característica que mais me chamou a atenção foi a sua humildade. Humildade suficiente para pedir perdão aos judeus pelo "apoio" dado pela Igreja à Segunda Guerra Mundial (eu sei que a Igreja não se manifestou oficialmente, mas "quem cala, consente", já ouviram falar?), ou aos cristãos gregos pela forma com que a Igreja Romana sempre os tratou. Pessoal, a humildade é sempre o primeiro passo para a paz... Jesus nos deus esta lição, e Karol veio aqui apenas para nos lembrar dela.
É por isso que eu não choro a sua morte, de jeito algum. Penso que Deus estava precisando de um maior apoio 'lá em cima', e precisou chamá-lo. E que ele descanse em paz!
Escutando “River Running By”, Casey Stratton
